A Missão de Cada Um

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Todos temos uma missão a cumprir. Qual é a sua?

Em 3 de outubro comemora-se o aniversário de Hippolyte Léon Denizard Rivail, conhecido por nós espíritas por Allan Kardec. Nasceu na cidade de Lyon, na França em 1804, e testemunharia na Terra todas as transformações de ordem científica, filosófica, política, econômica e social do século XIX. Temos as descobertas da eletricidade e do magnetismo, as revoluções industriais, a propagação do positivismo e do materialismo, os regimes monárquicos da Europa caem para dar lugar às Repúblicas, Karl Marx divulga suas ideias socialistas em contra posição às capitalistas.

Foram necessários 50 anos de vida para Kardec se deparar, pela 1º vez, com os fenômenos das mesas girantes. Era necessário que ele estivesse pronto para revelar aos homens uma das maiores descobertas daquele século: o Espiritismo.

Assim que Kardec percebeu o que havia por trás daqueles fenômenos, que para grande maioria da sociedade só era motivo de entretenimento, tratou de investigá-lo com seriedade, perseverança, recolhimento e sem ideias preconcebidas, pautado na Ciência da observação. Não tardou para que os Espíritos responsáveis pela propagação do Espiritismo o procurassem e revelassem sua missão. Eis o que diz o Espírito de Verdade a Kardec numa comunicação recebida em 1856, antes da publicação de “O Livro dos Espíritos”.

“… Suscitarás contra ti ódios terríveis; inimigos encarniçados se conjurarão para tua perda; ver-te-ás a braços com a malevolência, com a calúnia, com a traição mesma dos que te parecerão os mais dedicados; as tuas melhores instruções serão desprezadas e falseadas; por mais de uma vez sucumbirás sob o peso da fadiga; numa palavra: terás de sustentar uma luta quase contínua, com sacrifício de teu repouso, da tua tranquilidade, da tua saúde e até da tua vida, pois, sem isso, viverias muito mais tempo…”.1

A profecia de “O Espírito de Verdade” se confirmou. Ao aceitar de bom grado a sua missão, Kardec experimentou todos os dissabores que podem ser proporcionados pelo orgulho e egoísmo humano.

Coloquemo-nos, por um instante, na posição de Kardec ao receber esta comunicação de tal gravidade. Qual seria a nossa reação? Deus deu ao homem o livre-arbítrio para que ele possa ser senhor do seu próprio destino. Nós podemos optar por uma vida tranquila, estagnados na nossa zona de conforto, sem tribulações, sem aborrecimentos, uma vida de “paz”!

Entretanto, nós, espíritas, que temos a consciência da vida futura, que sabemos que a nossa situação no plano espiritual dependerá exclusivamente do mal que evitarmos e do bem que fizermos ao nosso próximo, o que faríamos?

Todos nós temos as nossas missões, consonantes com as nossas forças e grau evolutivo, e haverá mil infortúnios para não cumpri-las. No entanto, não há vitória sem mérito. É preciso que cada um descubra a sua, aceite-a humildemente e trabalhe para torná-la real, assim como fez Kardec.

Por João Viegas

Referências bibliográficas:

  1. KARDEC, Allan. Obras póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 1ª ed. especial Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2005, Minha primeira iniciação no Espiritismo – 12 de junho de 1856 Minha Missão.

 Artigo publicado simultaneamente no blog Espiritismo na Essência

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