Céu ou Inferno!!!

Por José Xavier

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Frontispício em francês de “O Céu e o Inferno” de Kardec

Imaginemos um reino da mais absoluta angelitude, luz e felicidade a ser reservado para aqueles eleitos à direita do Senhor, os quais fluirão da benesse Divina por toda eternidade contrapondo um vale de lágrima, sombras e sofrimentos reservado com toda sorte de horrores para aqueles que caíram, faliram e que se acham condenados sem perdão por toda eternidade, a queimarem nas brasas do fogo eterno por todo o sempre e sempre que foi alimentado pelas religiões, as quais ainda mantêm de uma forma ou de outra a sua doutrina da condenação perpétua.

Com as comunicações e feitos de Emmanuel Swedenborg, Edwald Irving, Andrew Jackson Davis, Daniel Douglas Homes, as irmãs Fox (Margareth, Kate e Anne) e as Mesas Girantes dos salões de Paris ao darem subsídios ao “novo Espiritismo”, quando Allan Kardec de forma soberba derruba o dogma das penas eternas para nunca mais se reerguer. E o céu com as bem-aventuranças abre as suas portas para todos de forma erga ominis, cabendo a cada um de conformidade com as suas obras, segundo as palavras do Divino Rabi da Galileia. Deste momento o céu e o inferno proclamados pelas religiões ganham uma nova roupagem: não mais o paraíso com seus anjos a viverem de contemplação, bem como não mais as chamas do inferno aos pecadores deserdados da Misericórdia, da Justiça, do Amor e da Caridade do Pai Celestial.

Hipollyte Léon Denizard Rivail – Allan Kardec em seu labor pelo bem da humanidade desdobrou-se na azáfama da Codificação Espírita após a publicação e o êxito de “O Livro dos Espíritos” (1857), “O Livro dos Médiuns” (1861) e o “Evangelho segundo o Espiritismo” (1864) nos afeiçoa e presenteia com a obra prima: “O Céu e o Inferno” em agosto de 1865, onde nos mostra a dinâmica da LEI DIVINA como fonte de educação dos Espíritos em face as suas próprias fraquezas.

Saliente-se que nem mesmo Allan Kardec escapou das Leis Divinas em suas vidas pregressas, visto haver sido queimado em fogueira como John Huss juntamente com Jerônimo de Praga. Hoje temos a mais fiel certeza de que as chamas do inferno e as penas purgatoriais jamais redimem a quem que seja. Ninguém passa incólumes as Leis Naturais.

Desta feita a Doutrina Espírita codificada por Kardec nos coloca diante de uma compreensão maior através das ideias libertadoras do Espiritismo e uma verdade: a imortalidade da alma, instruindo o homem na busca de sua perfeição como disse Jesus: “Sede perfeito como perfeito é o Pai que está no Céu”.

Hoje com o Espiritismo não faz sentido o dogma das religiões que impõe o medo sob ameaça do fogo eterno. Viva Kardec. Viva sua obra libertadora. “O porvir e o nada. Haverá algo de mais desesperador do que esse pensamento da destruição absoluta?” (Kardec).

Comemoremos neste agosto de 2015 os 150 anos do livro libertador – O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo.

Artigo em comemoração aos 150 anos de publicação de “O Céu e o Inferno” por Allan Kardec 

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