Maternidade: uma lição de amor

Mãe e Filho Brincam.
Mãe e Filho Brincam.

Como terreno fértil, a mulher transforma-se em abrigo para o ser espiritual que se faz semente a germinar para nova empreitada na busca pelo progresso. Enquanto o pequeno corpo se forma e o espírito liga-se a ele, experimentam mãe e filho, a possibilidade da formação de um vínculo que ultrapassa barreiras incontáveis e inimagináveis.

Cada gestação conta uma história de acordo com as necessidades particulares de cada um e obedecendo às leis divinas. Desse modo, levando em consideração as nossas diferenças e os motivos arraigados a essa experiência, ao mesmo tempo em que poderá ser aceita como bênção honrosa, poderá também ser recebida como tarefa difícil, e sendo mal compreendida é provável que não seja bem aproveitada.

Diante de numerosas possibilidades a maternidade pode ser, por exemplo, um caso antigo que se renova aparando arestas ou fortalecendo laços num prazeroso reencontro. Para algumas mulheres pode configurar-se como um episódio de perdão. Para outras, poderá protagonizar resgates. Podendo ser ainda um relato de esperança, fé, coragem, renúncias ou, nesse vasto contexto de possibilidades, estabelecer-se à ausência da contribuição na formação do corpo físico desse que chamará de filho ou filha.

Contudo, apesar das diferentes formas que se apresente, a maternidade será sempre inigualável oportunidade de aprendizado do amor sublime. Como mãe a mulher recebe não só a responsabilidade de amparar e acolher outro ser, mas, sobretudo, a dádiva de sentir e compreender esse amor ensinado por Jesus.

Aceitá-la com convicção e gratidão é oportunizar-se e experimentar a relação de fraternidade que deverá ser comum a todos nós independentes dos parentescos. Assim, melhor do que dizer que a mulher “deu a luz”, no momento derradeiro da gravidez, é entender que através dela pode-se ascender mais uma luz no próprio caminho de sublimação, desde o seu primeiro instante.

Por fim, no mês em que celebramos as mães, seguem, junto com essas linhas reflexivas, felicitações em forma de boas vibrações a todas vós que ontem ou hoje, de muitos ou um só, gerando-os ou não, foram agraciadas com essa bela lição de amor.

Por Marilya Natalense

 

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