NÃO PRECISA, A ESPIRITUALIDADE RESOLVE!

Por Jamille Medeiros

                          CEFA, luzes apagadas, meia noite. Uma plêiade de espíritos faca-sua-partesuper mega power evoluídos, reúnem-se. Cada um com uma vassoura, pá e rodo. Irão fazer a limpeza de nossa casa. Apagar luzes que foram esquecidas acesas. Colocar no lixo, papéis que foram descuidadamente colocados no chão, no lugar dos cestos de lixo. Tirar chicletes debaixo das cadeiras. Lavar os banheiros que algum desavisado urinou no chão. Organizar as cadeiras, apagar os quadros.

                Após, reúnem-se para arquitetar o planejamento de como irá funcionar a casa na noite seguinte, pois eles preveem o futuro e já sabem quais os trabalhadores não irão para os trabalhos assumidos. Então, eles esquematizam, quem será chamado de ultima hora para substituir os faltosos, e caso, não consigam, eles mesmos se materializarão e farão o que deve ser feito, afinal de contas o lema dos encarnados deve ser cumprido a risca: “A Espiritualidade dá um jeito.”

                Que bom, que os espíritos “de luz” são tão disciplinados e nunca nos deixam na mão. Ficam conosco quando atrasamos o término de nossas reuniões, pois eles estão ali para nos servir. E ainda, são excelentes contabilistas, pois conseguem materializar recursos financeiros para quitar as contas de água, luz, telefone, internet, salários, quando os sócios da casa não comparecem com suas contribuições.

                A equipe espiritual que ajuda ao CEFA, não tem o dia corrido e cheio de compromissos como os nossos. Não tem filhos, não tem convites de aniversário, não se intimidam com a chuva. Não precisam enfrentar engarrafamentos, pois volitam. E acima de tudo, não tem chefe chato, reuniões marcadas de ultima hora, cônjuges que implicam com nossa ida ao CEFA e ficam soltando as velhas e boas frases de efeito: não se esquece de levar a rede para dormir no centro espírita, pois é só que está faltando.

                Fico pensando, que o dia deles, é diferente do nosso, muito provavelmente tem 30 horas, enquanto nós poderosos encarnados, contamos com um dia de apenas 24 horas.

                Já pensou se as coisas funcionassem assim? Não precisaríamos de mais nada! Que maravilha! Mas ninguém, encarnado ou desencarnado, é responsável por aquilo que nos comprometemos, ou pelo nosso bom senso. Nós somos os únicos responsáveis!

                Para nós trabalhadores do CEFA, ninguém nos obrigou a assumir qualquer trabalho. Ninguém chegou e falou: ou trabalha ou desencarna! Somos convidados, trabalhos existem variados, de segunda a segunda, para todos os tipos, gostos e afinidades. Mas só o aceitamos quando queremos, mas depois de aceitos, pessoas contam conosco! Somos sim, necessários. E não tem trabalho maior ou menor. Com mais status do que outros. Todos, sem exceção, são de uma extrema importância, que não fazemos ideia!

                Se faltarmos, tenhamos o bom senso de ser, primeiro por um motivo justo e segundo de avisar ao responsável do setor com tempo hábil para que possa ser providenciado alguém, encarnado de preferência, para nos substituir.

                Vai falar que não é frustrante quando você, por exemplo, marca um médico e quando chega para ser atendido, a atendente fala: o doutor faltou porque foi ao aniversário da prima da vizinha da namorada do filho dele.

                Tudo bem, você não se inclui nessa situação, é apenas frequentador da casa, não exerce nenhuma função. Mas, de alguma forma, o CEFA te proporciona algum conforto, pois senão, o que você estaria fazendo aqui?

                Acredito então, que não custa nada ajudar. Já que não quer ser trabalhador, que tal quando usar o banheiro, lembrar que outras pessoas o usarão depois de você, e mantê-lo limpo? Ou sendo o último a sair de sua sala, apagar a luz e se for o caso, desligar o ar-condicionado? Ou avisar na recepção que os copos acabaram? Ou jogar o papel no lixeiro? Ou se oferecer para apagar o quadro, depois que a sua aula terminar? Ou quando perceber que o bebedouro está com algum tipo de vazamento avisar a alguém?

                Toda ajuda é válida. Vivemos em comunidade, e se cada um fizer a sua parte só iremos melhorar o ambiente em que vivemos.

                Fica a dica!

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  1. Parabéns pelo o artigo Jamille! É uma excelente oportunidade para refletir sobre a nossa postura com relação a Casa Espírita.

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